Quebra-Gelo: Fale um pouco de como você, reconhece uma pessoa com Domínio Próprio?

Texto: Tito 1:8-9

Introdução: Domínio Próprio é uma palavra bastante problemática para nossa geração acostumada à ideia de que a felicidade decorre do desprezo, à noção de disciplina e autocontrole. Como se a ideia de que autocontrole e alegria são incompatíveis. No entanto, a Bíblia nos adverte a não permitir que o pecado tenha domínio sobre nós, já que não estamos mais debaixo da lei, que nos leva a agir, mas debaixo da graça, que deve nos levar a frutificar, além do domínio próprio, em alegria, amor, benignidade, bondade, fidelidade, longanimidade, mansidão e paz. Portanto, é a capacidade efetiva que o cristão deve ter de controlar seu corpo e sua mente. O salmista relembra essa competência humana ao dizer que Deus lhe deu domínio sobre todas as obras das suas mãos e colocou tudo debaixo dos seus pés (Sl 8:6). Essa competência, no entanto nem sempre se realiza quando se trata de o homem dominar a si mesmo.

Vejamos, alguns ensinamentos para termos domínio sobre os nossos sentimentos, sobre os nossos desejos e sobre as circunstancias que nos envolvem:

1) Dominando nossos sentimentos – 1Co 13:4-11 / Ef 4:26
Somos movidos pelos nossos sentimentos! Ter domínio próprio é fazer com os sentimentos bons sejam fortalecidos e canalizados para que possam ser aperfeiçoados. Assim o amor deve alcançar o seu objetivo, pois quando temos domínio sobre o sentimento do amor, fazemos com que ele se torne operativo.
Nesse processo, é fundamental uma vida de consagração a Deus, para que a “carne”, seja subjugada e o espírito, seja alimentado. E assim, possamos fluir e viver no centro da vontade de Deus. Por isso a recomendação Bíblica é que, mesmo nos irando, não devemos pecar nem permitir que o sol se ponha sobre a nossa raiva. Em outras palavras, o ódio, a ambição, cobiça, a vaidade…. não podem ser sentimentos permanentes em nós. Controle esses sentimentos tóxicos e eles não o controlarão.

2) Dominando os nossos desejos – Mt 6:21 / Pv 25:28
Se os nossos desejos nos definem, nossos desejos nos constituem! Nós somos aquilo que desejamos. Como ensinou Jesus, onde estiver o nosso tesouro, ai estará também o nosso coração. Desejamos coisas legítimas e coisas ilegítimas. Nem todos os nossos desejos são pecaminosos. A maior desgraça do desejo é quando ele se converte em vicio. Não há nada mais blasfemo do que um cristão viciado.
Há cristãos viciados em mentir, na fofoca, no dinheiro… dizem a Deus que o adoram, mas na verdade estão apenas buscando uma bençãozinha; dizem que tem apreço por seu irmão, sendo capazes de abençoá-los da boca para fora, mas não tem a menor disposição em ajudá-lo a carregar suas cargas. São cristãos escravos da aparência. Ter domínio próprio é controlar os próprios vícios, não os vícios dos outros, que este já é um outro vicio.

3) Dominando-nos diante das circunstâncias – Rm 7:18-19 / 2Pe 1:6
Além dos sentimentos e desejos, que nós podemos controlar, em grau maior ou menor, há circunstancias, aquelas situações que não criamos, mas que nos atingem. Quando nos enredam, elas provocam desânimo. Diante delas, podemos perder o autocontrole, partindo para reações inadequadas, seja de desespero, seja de violência. Nossa reação mostra que, na verdade, temos sido controlados por ela. Precisamos também aprender a lidar com as circunstâncias que nós podemos transformar. Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, mesmo sacrificialmente, para mudar aquelas circunstancias que nós podemos transformar. E diante daquelas que não podemos alterar, temos que aprender a conviver com elas, mesmo sobre pretexto, para que não nos dominem. Adaptar-se não é aceitar com conformismo as adversidades, mas é saber que elas existem, e mudá-las logo, mas é saber que elas existem, é mudá-las logo, mudá-las quando for possível e viver apesar delas.

Conclusão: O domínio próprio, a que estamos nos referindo, não se trata de um autocontrole que nos faz doentes; não é falso, apenas de aparência, mas se trata de algo resultante de um desejo profundo. Por isso, evite fazer aquilo que o controla. O Espírito Santo o ajudará, se houver arrependimento no seu coração. Afinal, a vida cristã é aquela vivida no Espírito Santo. Na verdade, a vida cristã só é possível no Espírito. Fora dEle, nossa vida é como a de qualquer pessoa.

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Partes do estudo foi retirado do livro:
O Fruto do Espírito – Israel Belo de Azevedo.
No Domínio Próprio de Cristo,
Pastores Rony e Fernanda

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